sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ciúme: acabe já com esse monstro

Segundo um estudo realizado no ano passado pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), a traição surge com mais freqüência justamente entre os casais em que um dos parceiros é ciumento. “A vítima se sente cobrada, sufocada, asfixiada e isso a induz a ser infiel”, diz o autor da pesquisa, o psicólogo Thiago de Almeida.

Uma pessoa é mais ou menos cimenta devido a uma combinação de fatores, entre eles a predisposição genética, que reside na maior ou menor produção de neuro-hormônios chamados de catecolaminas, e aspectos psíquicos como a criação que recebemos ou traumas do passado. Segundo o psiquiatra e psicanalista Eduardo Ferreira Santos, professor de psicologia clínica da PUC-SP e autor do livro Ciúme, o medo da perda. A menor produção de catecolaminas faz com que algumas pessoas tenham personalidades mais frágeis e, por isso, sejam mais propensas aos tormentos do coração e da alma.

Enquanto a ciência não encontra um antídoto para o ciúme, o jeito é aprender a se controlar. Para Ferreira Santos o problema pode ser resolvido se o ciumento se dispuser a buscar (e combater) suas causas, seja com terapia ou mesmo sozinho. Baixa auto-estima e insegurança, são características que desencadeiam o ciúme. Para começar a enfrentá-lo, é preciso assumir-se. Muita gente desconfia do amado, se tortura, mas não assume nem pra si “Sim, sou ciumento”.

É claro que, em doses pequenas, o ciúme é normal. Afinal, ele esta relacionado ao receio de perder algo que nos é importante. No dicionário o termo “zelo” aparece como um dos sinônimos para esse sentimento que descontrolado vira um gerador de conflitos. Ferreira Santos prefere diferenciar bem essas duas palavras. A confusão entre elas colabora para que o desejo de pose seja considerado muitas vezes uma virtude.

“O zelo é um sentimento altruísta, voltado para o bem-estar do parceiro,” diz Ferreira Santos. “Já o ciúme é egoísta, focado em quem o sente, no medo que consome essa pessoa”. Ou seja, antes de ser um drama conjugal, esse é um problema individual, que precisa ser resolvido por quem o tem. A salvação não esta no outro, mas dentro do ciumento. Lembrar-se disso no momento em que um terremoto do gênero se aproxima pode ajudar no autocontrole. Mas se a superação for mesmo difícil a saída é tentar encontrar um amor que seja parceiro também na neura.

Acabe já com o monstro.

- Avalie a sua relação. O cara é um fofo e não te dá motivos para ataques ? Então porque raios você vive tendo um ?!?
- Reflita antes de surtar. Se seu parceiro sai com você toda sexta, mas em uma delas diz que tem um compromisso de trabalho, não fique imaginando coisas. Você pode irritá-lo com acusações descabidas.
- Algo a atormenta ? Não faça uma cena. Chame o namorado para conversar. O dialogo pode esclarecer mal-entendidos ou fantasias.
- Ocupe seu tempo e sua mente. Em vez de ficar de bobeira fuçando o Orkut dele, vá se cuidar. Afinal ele poderia ter escolhido qualquer uma, mas você foi a eleita.Então trate de se manter bonita, bem informada e com histórias para contar.
- Permita que ele sinta saudades de você. Isso não vai acontecer se vocês ficarem o tempo todo grudados. Ninguém gosta de viver numa prisão !

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