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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Animal também sobe na vida

Assim como os donos, os bichos de estimação também mudam de status e “classe social”.

Milhões de pessoas comendo mais e melhor. A melhoria na distribuição de renda brasileira nos últimos dois anos é reflexo do crescimento econômico do País, e mais diretamente, das seguintes quebras de recordes de criação de empregos formais,foram 1,36 milhão no primeiro semestre, com previsão de ultrapassar 2 milhões até dezembro. A vida melhorou bastante para boa parte da população e também para seus animais de estimação.

Em 2006, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes Alimentos de Animais Domésticos (Anfalpet), 42% dos animais domésticos recebiam rações nas refeições. No ano passado o número subiu para 47%. Como a população brasileira de cães e gatos é estimada em 31 milhões, essa diferença de cinco pontos porcentuais corresponde aos 900 mil bichinhos que agora comem melhor.

O crescimento de venda de ração para animais domésticos é resultado do direito da ascensão de 20 milhões de brasileiros que saíram da classe D e passaram a integrar a classe C, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim na esteira do aumento da renda de seus donos, 900 mil cães e gatos também melhoraram de vida.

Vida Melhor.

Hoje se o proprietário de um animal seguir a lista completa de recomendações dos veterinários para manter a saúde e o bem-estar do animal, terá de desembolsar nada menos que R$ 1,4 mil por ano.

Os gastos começam antes mesmo do animal sair do pet shop. Na cidade de São Paulo, a Lei Municipal 14.483, que entrou em vigor em julho do ano passado determina que os animais sejam castrados e tenham um chip localizador instalado no corpo. Só assim eles podem ser vendidos. Apenas esses dois serviços custam juntos em torno de R$ 400.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Psicólogos afirmam que animais no ambiente de trabalho reduzem o stress

Ter um mascote no escritório ou levar seu próprio animal de estimação para o trabalho é uma tendência que começa a ganhar espaço em São Paulo pelo bem-estar que promove. A prática ainda é informal mas tende a se institucionalizar. Nos Estados Unidos, isso já ocorre há algum tempo, em algumas empresas, há dias certos para levar os cães, porém aqui isso já está “virando moda.

A Organização Brasileira de Interação Homem-Animal-Coração (OBIHACC) começou suas atividades com dois principais projetos: levar cães em asilos e hospitais, para promover bem-estar. E agora incentiva também a presença de cachorros em escritórios, argumentando que os animais resgatam a afetividade, reduzem a ansiedade e incentivam a integração das pessoas no ambiente de trabalho.

Segundo uma pesquisa da agência americana de empregos Simply Hired e do site Dogster, apontou que um terço dos donos de cães aceitaria uma redução salarial de 5% em troca de poder levar seus mascotes para o escritório.

Esperamos então que a novidade chegue logo ao Brasil.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Como proteger os animais ameaçados de extinção no Brasil?


O primeiro passo é conhecê-los. Hoje já são mais Brasil tem 130 espécies animais ameaçadas de extinção.

Segundo dados do Ibama, o conjunto de espécies de fauna e flora brasileiras vem sendo destruído gradativamente o que, ainda segundo o órgão, afeta, inclusive, na economia do País. Os principais motivos para essa destruição seriam a caça predatória, a poluição e a perseguição a espécies raras, de alto valor comercial.

E os bichinhos que mais estão sofrendo com essa situação são :

Cervo-do-pantanal: Animal dócil e grandalhão, torna-se um alvo fácil para os caçadores em busca de sua galhada, usada como decoração.

2- Onça-pintada:Encontrada no Pantanal, desaparece da região devido à caça indiscriminada. Sua pele tem cotação em dólares no mercado internacional.

3- Mono-carvoeiro: O maior macaco do Brasil. É originário da Mata Atlântica. Atualmente restam apenas cerca de cem destes animais no estado do Rio de Janeiro.

4- Pica-pau-de-cara-amarela: Os poucos sobreviventes vivem nas matas gaúchas. Com o desmatamento, perde sua principal fonte de alimentação, as sementes das árvores.

5- Ararinha-azul: Cobiçada no mercado internacional por sua plumagem. Há apenas cerca de cinqüenta desses animais, vivendo no Piauí e na Bahia.

6- Mutum-do-nordeste: Os últimos exemplares desta ave vivem hoje no litoral de Alagoas. Alguns biólogos estão tentando reproduzir essa ave em cativeiro, para garantir a sobrevivência da espécie.

7- Mico-leão-dourado: Com a redução da Mata Atlântica, perdeu seu hábitat natural. Restam algumas centenas na reserva de Poço das Antas, no estado do Rio de Janeiro.

8- Tartaruga-de-couro: Cada vez mais rara no litoral brasileiro. Sua carne saborosa e seus ovos são disputados pelos pescadores do país.

Além de muitos outros espalhados pelo mundo. E a "lista vermelha" não para de crescer, dados do IBAMA mostra que o número de animais em risco de extinguir-se quase dobrou. Seria uma grande alegria para a natureza que acontecesse justamente o contrário: que ela estivesse cada vez mais reduzida, na contramão da crescente desordem natural que domina o mundo.

Os “novos” queridinhos

Pela primeira vez em oito anos, o número de gatos dotados na capital ultrapassou o de cães, eles que sempre tiveram a fama de traiçoeiros e eram vistos com desconfiança, estão se tornando os queridinhos dos paulistanos.

O número total de felinos castrados nos mutirões do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) superou o de cães. E tanto na prefeitura como nas entidades de proteção, a adoção de gatos não para de crescer.

De acordo com os especialistas os motivos da preferência pela turminha que ronrona são diferentes, inclusive de acordo com a classe social. “As pessoas têm descoberto que eles são ótimos companheiros, se adaptam em apartamentos e não precisa levar para passear” avalia Angela Caruso do Fórum de Proteção aos Animais. Ela acrescenta que na periferia, por exemplo, os gatos têm preferência dos moradores porque combatem os ratos. Estudos do setor também mostra que manter um gato sai barato que um cachorro.

Os criadouros também notam crescimento na compra de gatos de raça: “ O gato é um ótimo companheiro, que respeita o espaço do dono e é um animal prático de se ter pois se adapta em espaços menores.” explica Elaine Jordão, do Feline Club e Associação brasileira de Felinos.

Se você também se interessar em adotar um animal, tem um site que se chama www.adoteumbicho.com.br que tem foto de vários animais e caso você se interesse por algum tem o endereço onde encontrá-lo.

Você conhece as Zoonoses?

Zoonoses são doenças transmitidas de animais domésticos para os seres humanos, pelo contato ou pela ingestão da carne (boi, vaca, cavalo, porco).

Deve-se tomar cuidado ao entrar em contato com animais não higienizados, doentes ou abandonados, pois determinadas doenças são mortais ao ser humano.

A conscientização sobre as zoonoses é muito importante, pois cuidando da saúde dos nossos amigos de estimação, protegeremos a nossa saúde.

Confira algumas zoonoses que seu animalzinho de estimação pode transmitir e fique ligado nas dicas para preveni-las:

Doença

Animal

Transmissão

Prevenção

Brucelose

Cão

Secreções vaginais, fetos e restos de parto. Os machos contaminam as fêmeas no acasalamento

Acasalar somente animais não contaminados. Usar luvas para ajudar as fêmeas no parto. Fazer teste de brucelose antes do acasalamento

Lepstospirose
(canicola)

Cão

Através da urina de ratos e de animais doentes.

Não deixar comida a noite. Combater os ratos, vacinar os animaisanualmente e em áreas endêmicas a cada 6 meses

Criptococosis

Cão, gato,
ovinos, primatas, pombos.

Por aspiração do pó com o agente contaminante.

Evitar que os pombos façam ninhos no forro das casas e quando limpar os excrementos, usar máscara.

Raiva

Cão, gato,
primatas, cavalo, gato.

Mordida de morcego hematófago ou animal doente. O vírus também esta presente na saliva dos animais doentes.

Vacinação anual a partir dos 4 meses de idade. Se for mordido por animal abandonado entre em contato com o Instituto Paster e peça orientação

Sarna sarcoptica

Cão, gato, coelho, cavalo.

Contato direto com o animal doente (pegar no colo, por na cama, sofá etc).

Manter os animais sempre de banho tomado (pelo menos a cada 15 dias); semanalmente trocar os panos das caminhas. Em caso de coceiras, leve em um veterinário.

Micoses

Cão, gato, Coelho.

Contato direto com animal doente.

Não deixe seu animal dormir em locais úmidos. Mantenha a casinha limpa.
Se seu bichinho tiver queda de pelo ou aparem áreas redondas sem pelos consulte um Veterinário.

Ancylostoma
(bicho geográfico)

Cão

Contato com areia contaminada com fezes de cães.

Fazer exames de fezes semestral mente para tratar os doentes. Não deixar que os cães evacuem nas praias. Recolher as fezes de gramados, parques e calcadas, desta forma evita remos a contaminação e manteremos a cidade limpa.

Dipylidium
(tênia)

Cão, gato

Contato com fezes - os animais contaminados eliminam constantemente os proglotis (cápsula com ovos) que ficam aderidos aos pelos.
As pulgas fazem parte do ciclo de transmissão, a ingestão acidental de pulgas ou proglotis principalmente por crianças devido a relação intensa com os animais

Além do exame de fezes periódico, evitar a infestação de pulgas. Consulte um Veterinário que orientará sobre o uso de produtos em caso de infestação.

Lyme

Cão

Picada de carrapato, causa miocardite (inflamação do músculo cardíaco).

Usar produtos carrapaticidas, principalmente em áreas endêmicas (sítios, praia, parques, exposições, etc).